O Valor Econômico inicia uma cobertura aprofundada sobre o fenômeno El Niño para o biênio 2026/2027, antecipando uma intensificação para níveis históricos e impactos econômicos generalizados. Este evento climático já afeta o agronegócio, elevando os custos de produção e perturbando as safras, o que se traduz em pressões inflacionárias sobre os preços dos alimentos. Consequentemente, o Banco Central do Brasil pode ser compelido a manter uma política monetária mais restritiva, impactando os juros e o custo de capital para empresas. Ativos como AGRO3 e JBSS3 podem sofrer com a quebra de safras e aumento dos custos de insumos, enquanto ITUB4 pode se beneficiar de juros elevados. O El Niño de 2015-2016 serve como paralelo, quando a inflação de alimentos no Brasil atingiu picos de 12-15%, exigindo resposta do Banco Central. Nos próximos 6 a 12 meses, investidores devem monitorar os relatórios climáticos e de safra, além das decisões do Banco Central, que determinarão o horizonte de médio prazo para o crescimento econômico e a rentabilidade corporativa.
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