A Tether obtém lucros substanciais ao investir as reservas que lastreiam seu stablecoin USDT, o maior do mundo, principalmente em T-bills de curto prazo dos EUA e outros ativos de baixo risco. O mecanismo econômico reside na captação de dólares via emissão de USDT e reinvestimento em instrumentos de renda fixa que pagam juros, criando um spread de rendimento para a empresa. Consequentemente, o lucro da Tether (USDT) é diretamente correlacionado com a taxa de juros do Federal Reserve, impactando indiretamente o valor de mercado de outras stablecoins como USDC e DAI. Para o investidor brasileiro, o modelo destaca a sensibilidade do mercado cripto, incluindo stablecoins, às decisões de política monetária dos EUA, influenciando indiretamente o fluxo de capital para BRL e IBOV. Bancos centrais e reguladores monitoram de perto a composição das reservas de stablecoins, pois sua estabilidade impacta a liquidez do mercado cripto e, potencialmente, a estabilidade financeira global. Historicamente, no ciclo de alta de juros de 2022-2023, a Tether reportou lucros recordes (bilhões de dólares), demonstrando a eficácia do modelo em ambientes de juros elevados. O próximo dado a monitorar é a decisão de juros do FOMC (Federal Open Market Committee) e os relatórios de inflação dos EUA, que impactam diretamente os rendimentos dos T-bills. No médio prazo, se as taxas de juros permanecerem elevadas ou voltarem a subir, a rentabilidade da Tether pode continuar robusta, mas um ciclo de cortes acentuados poderia pressionar as margens.
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