O Ibovespa iniciou a sessão desta segunda-feira em queda, refletindo a aversão a risco global intensificada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã. A escalada culminou no anúncio de Teerã sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, embora o presidente americano, Donald Trump, tenha reafirmado a proteção dos EUA à rota. A ameaça de interrupção do fluxo de petróleo no Estreito, responsável por cerca de 20% da oferta global, impulsiona os preços da commodity, impulsionando empresas como PETR4 e XOM, mas impactando negativamente setores dependentes como AZUL4 e o ETF BOVA11. No Brasil, a alta da PETR4 limitou perdas do Ibovespa, mas a valorização do petróleo pode pressionar a inflação interna e, se o dólar subir, impactar importadores e o poder de compra. A crise do petróleo de 1973, com embargo de países árabes, elevou os preços do barril em mais de 300% em poucos meses, demonstrando o impacto de disrupções no fornecimento. Acompanhar as próximas declarações de ambos os governos e o tráfego de navios no Estreito de Ormuz será crucial para determinar a duração e intensidade da crise. No médio prazo (1-3 meses), uma escalada prolongada pode reconfigurar cadeias de suprimentos globais e acelerar a transição energética, enquanto uma desescalada traria alívio aos mercados.
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