A Cantor Fitzgerald, através de seu SPAC, e a empresa de Bitcoin ligada a Adam Back encerraram o acordo de fusão, conforme divulgado. Este cancelamento sugere uma reavaliação dos termos do negócio, devido a desafios de valuation, condições de mercado desfavoráveis ou questões regulatórias, que frequentemente afetam as fusões de SPACs. A notícia gera um impacto negativo no sentimento de mercado para ativos digitais como BTC e ETH, e para empresas com exposição significativa a cripto, como MSTR e COIN, que podem ver suas perspectivas de crescimento ou valorização pressionadas. Para o investidor brasileiro, o ETF HASH11, que replica o desempenho de criptoativos, pode sofrer com a aversão global ao risco. Um paralelo histórico pode ser traçado com o ciclo de boom e bust dos SPACs em 2020-2021, onde muitas fusões foram canceladas ou resultaram em forte desvalorização pós-abertura. O próximo gatilho a monitorar são os dados de liquidez global e as próximas tentativas de listagem de empresas cripto, que testarão o apetite do mercado. No horizonte de médio prazo, espera-se maior escrutínio e disciplina nas ofertas públicas de empresas do setor de ativos digitais.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado cripto deve permanecer sob pressão, com o BTC testando a faixa de $60,000-$61,000. O principal gatilho para uma reversão seria a divulgação de dados econômicos positivos nos EUA que sinalizem um corte de juros pelo Fed ou uma redução na inflação, o que poderia restaurar o apetite por ativos de risco. Se o BTC cair abaixo de $60,000, poderemos ver uma aceleração nas saídas de ETFs e um teste de $58,000.
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