Pagamentos online e via aplicativos no Brasil atingiram 26% do volume total de pagamentos domésticos, conforme estudo "The Great Indoors" da Visa Business and Economic Insights (VBEI). Este percentual representa um aumento significativo frente aos 17% registrados em 2019, evidenciando uma transformação nos hábitos de consumo. O crescimento da "economia do sofá" impulsiona a demanda por soluções de pagamento eletrônico, elevando o volume transacionado por plataformas e empresas de tecnologia financeira. Empresas de tecnologia de pagamentos como Cielo, PagSeguro e StoneCo, além de plataformas de e-commerce como Magazine Luiza e Mercado Livre, são diretamente beneficiadas pelo aumento do volume transacionado digitalmente. Bancos com forte presença digital também se beneficiam, embora enfrentem a concorrência crescente das fintechs. A expansão dos pagamentos digitais no Brasil impacta o fluxo de receita de empresas listadas na B3, influenciando a percepção de valor dos ativos. Durante a pandemia de 2020, o e-commerce global viu um salto de 25,7% no volume de vendas, acelerando a digitalização dos pagamentos em diversos mercados. Acompanhar as divulgações de resultados trimestrais das empresas do setor de pagamentos e varejo digital, que detalharão o volume total de pagamentos (TPV) e a receita por transação, é crucial. O desfecho será definido pela continuidade da adesão do consumidor aos canais digitais, a evolução da infraestrutura de pagamentos e a competição no setor, que pode pressionar as margens.
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