Jim Cramer, da CNBC, observou que agosto foi um mês de recuperação para diversas ações que haviam sido impactadas negativamente por narrativas baixistas. Este movimento de reversão de sentimento no mercado impulsionou os preços desses ativos, sinalizando uma mudança na percepção de risco e oportunidade por parte dos investidores. O mecanismo principal envolveu o fechamento de posições vendidas e a entrada de capital em segmentos que estavam descontados, especialmente em tecnologia e small-caps de crescimento. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto, influenciando o apetite global por risco e o fluxo de capital para mercados emergentes, embora o USDBRL tenha apresentado leve alta de +0.72% no período. Um paralelo histórico pode ser traçado com a recuperação pós-crise asiática de 1997-98, onde mercados emergentes e ações de crescimento tiveram ralis expressivos após períodos de forte desvalorização. Os próximos dados de payroll dos EUA (04 de setembro) e a decisão do FOMC (16 de setembro) serão gatilhos importantes para a continuidade do apetite por risco. No médio prazo, a sustentação da recuperação dependerá da estabilidade macroeconômica e da ausência de novas narrativas bearish que possam reverter o momentum.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve testar a sustentabilidade do rali de agosto. Se os dados de payroll de 04 de setembro forem favoráveis e o Fed sinalizar flexibilidade na reunião de 16 de setembro, o SPY ($767.05) pode testar a resistência em $780, e o QQQ ($716.76) pode se aproximar de $730. No entanto, qualquer sinal de aperto monetário ou deterioração macro pode rapidamente reverter esses ganhos, especialmente para IWO.
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