Oracle subavaliada: US$638 bilhões em receita contratada e capital eficiente

A Oracle (ORCL) está sendo subavaliada pelo mercado, negociando a aproximadamente 13.8x seus lucros futuros, apesar de ter US$638 bilhões em Remaining Performance Obligations (RPO), que representam receita futura contratada. A principal preocupação dos investidores, de que a execução desses contratos exigiria capital extraordinário para infraestrutura, é mitigada pelo modelo de negócio da Oracle. A empresa não financia sozinha os grandes projetos de data centers; por exemplo, o campus de US$16 bilhões em Michigan está sendo desenvolvido pela Related Digital com capital e dívida externos, onde a Oracle atua como inquilina. O sucesso da Oracle pode sinalizar resiliência para o setor de tecnologia global, impactando indiretamente fundos de tecnologia no Brasil. Historicamente, empresas de SaaS como Salesforce (CRM) no início dos anos 2010 foram subavaliadas antes do mercado precificar o valor total de seus contratos recorrentes. Os próximos relatórios de lucros da Oracle serão gatilhos importantes, com potencial de reavaliar o múltiplo da empresa para a média do setor de software empresarial no médio prazo.

Análise

Nas próximas 4-8 semanas, o mercado deve começar a digerir a tese de subprecificação da Oracle, com o preço de ORCL (US$217.55 hoje) mostrando uma valorização inicial de 5-10%. O principal gatilho de aceleração será o próximo relatório de lucros da Oracle, que deve detalhar a execução do RPO e a alocação de capital em projetos de infraestrutura. No médio prazo (6-12 meses), a ação pode se alinhar aos múltiplos de seus pares de software empresarial, especialmente se o ambiente de juros for favorável ao financiamento de terceiros.

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