Goldman Sachs destacou ações subvalorizadas com forte potencial de superação de mercado à medida que o terceiro trimestre avança. Consequentemente, ETFs focados em ações de valor nos EUA, como VOOV, e índices amplos como SPY, podem se beneficiar da tese de reavaliação. Para o investidor brasileiro, essa tese pode se traduzir em uma busca por ações de bancos e setores mais tradicionais, como ITUB4 e BBAS3, que historicamente exibem características de valor. A reação de outros agentes, especialmente fundos de investimento, tende a ser de rebalanceamento de portfólio em direção a estas oportunidades. Historicamente, períodos pós-ciclos de alta de 'growth' ou em fases de incerteza macroeconômica frequentemente veem rotações para 'value', como observado em 2021-2022. O principal gatilho a monitorar será a divulgação dos resultados do segundo trimestre, que podem reforçar a tese de subvalorização destas empresas. No horizonte de médio prazo, a persistência desta dinâmica dependerá da manutenção de um ambiente macroeconômico que favoreça a reavaliação de múltiplos em detrimento do crescimento puro.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que o mercado avalie os resultados do 2T e a retórica do banco central, que serão cruciais para a tese de valor. Se o DXY ($100.86 hoje) se mantiver estável e os yields dos Treasuries (US 10Y a 4.49%) não subirem bruscamente, a rotação para valor pode se consolidar, com VOOV e SPY mostrando ganhos modestos. O principal gatilho de aceleração seria a confirmação de um ciclo de corte de juros pelo Fed, aumentando o apelo de múltiplos mais altos para empresas de valor. Inversamente, uma deterioração do cenário fiscal brasileiro poderia anular o benefício para BBAS3 e ITUB4.
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