Este tipo de ETF investe em títulos de dívida de mercados emergentes denominados em dólar, e sua distribuição representa os pagamentos de juros (cupons) desses títulos, líquidos de taxas, funcionando como um 'condomínio de empréstimos' onde os 'aluguéis' são repartidos. A demanda por ETFs de dívida emergente reflete a busca de investidores institucionais e de varejo por rendimentos mais altos em um contexto de taxas globais elevadas. Historicamente, em ciclos de alta de juros nos EUA, como em 2018, ETFs de dívida emergente em dólar atraíram fluxos por oferecerem prêmios de rendimento sobre os títulos do Tesouro americano. O próximo evento a monitorar é a divulgação de dados de inflação e decisões de juros de bancos centrais de mercados emergentes, que podem influenciar a performance dos títulos subjacentes. No médio prazo, a estabilidade macroeconômica e a capacidade de pagamento das dívidas por parte dos países emergentes determinarão a sustentabilidade desses rendimentos.
O que define o desfecho: a evolução das taxas de juros nos EUA e a percepção de risco sobre a dívida de mercados emergentes, que se manifestam nos próximos relatórios de inflação e nas decisões de política monetária.
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