O Bitcoin (BTC) registrou uma queda para US$63.000, coincidindo com uma 'rout' global no setor de semicondutores. Esta desvalorização dos chips sinaliza uma aversão ao risco global e preocupações com o crescimento econômico, levando à retirada de capital de ativos de maior risco, como criptomoedas e ações de tecnologia. Essa dinâmica pressiona o BTC, bem como ETFs de Bitcoin como IBIT e FBTC, e empresas com exposição significativa ao Bitcoin como MSTR, além de empresas de semicondutores como NVDA, AMD e TSM. Em 2022, o crash de semicondutores também coincidiu com uma forte queda do Bitcoin, demonstrando a sensibilidade mútua a choques macro. A divulgação de resultados trimestrais de grandes fabricantes de chips e a próxima reunião de política monetária do Fed serão cruciais para reavaliar o apetite por risco. No médio prazo, a recuperação do Bitcoin dependerá da estabilização do setor de tecnologia e de sinais de uma política monetária mais acomodatícia, com o risco de lateralização caso a aversão ao risco persista.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o Bitcoin ($63.000) teste o suporte de US$60.000-61.000. O principal gatilho para uma recuperação seria a estabilização do setor de semicondutores ou um posicionamento mais dovish do Fed. Se a 'chip rout' continuar, o BTC pode estender as perdas para US$58.000, enquanto NVDA ($207.40) e TSM ($175.00, estimativa) podem cair mais 5-10%.
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