Ataques de Kiev a alvos civis russos intensificam-se, diz diplomata

Rodion Miroshnik, diplomata russo, declarou que os ataques de Kiev contra alvos civis na Rússia aumentaram para aproximadamente 1.200 por dia na semana passada, conforme reportado pela TASS. A intensificação dos confrontos e a extensão dos ataques a áreas civis elevam o prêmio de risco geopolítico, impactando diretamente a oferta e demanda de commodities e a percepção de segurança global. Esta escalada pode impulsionar os preços do petróleo, beneficiando XOM e PETR4, enquanto o ouro (GLD) atua como porto seguro. Para o investidor brasileiro, o aumento das tensões pode valorizar o dólar (USDBRL), desvalorizar o real e causar volatilidade no Ibovespa, especialmente em empresas importadoras ou com cadeias de suprimentos globais. Bancos centrais globais e governos podem ser levados a reavaliar suas políticas monetárias e fiscais em face de choques inflacionários e de confiança. Historicamente, a invasão da Ucrânia em 2022 levou o Brent e o ouro (GLD) demonstrando a sensibilidade desses ativos a conflitos. Os próximos dados sobre as exportações de grãos da região e quaisquer declarações da OTAN ou da ONU serão cruciais para monitorar a evolução do conflito. No médio prazo, uma escalada prolongada pode reconfigurar as rotas comerciais e as cadeias de suprimentos de energia e alimentos, com implicações duradouras para a inflação global e o crescimento econômico.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do petróleo (Brent $92.04) testem a resistência de $95-98 se os ataques persistirem, enquanto o ouro ($4446.70) pode buscar $4550. Um gatilho para reversão seria um cessar-fogo ou negociações de paz credíveis; caso contrário, a aversão ao risco deve continuar a pressionar mercados emergentes e o real brasileiro.

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