Futuros de vergalhão de aço na China mantêm-se acima de CNY 3.120 por tonelada, perto de máximas de dois meses, após 45 grandes siderúrgicas chinesas, incluindo China Baowu Steel Group, se comprometerem a reduzir a produção e estoques. A iniciativa, apoiada pela China Iron and Steel Association, visa combater a queda acentuada das margens no setor siderúrgico chinês, reduzindo a oferta para estabilizar os preços do aço e os níveis de estoque. Para o investidor brasileiro, a notícia sugere uma dinâmica mista: pressão sobre as exportadoras de minério de ferro e potencial alívio para as siderúrgicas locais. Historicamente, em 2015, medidas semelhantes de corte de produção na China para combater a superoferta levaram a uma recuperação dos preços do aço e uma queda de aproximadamente 30% no preço do minério de ferro em seis meses. O próximo gatilho será o monitoramento da efetividade dos cortes de produção na China e a divulgação de dados sobre os estoques de aço e minério de ferro nas próximas semanas. No médio prazo, a sustentabilidade desses cortes determinará a trajetória dos preços do aço e do minério de ferro, com possíveis implicações para o balanço comercial de países exportadores de minério.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que os preços do minério de ferro permaneçam sob pressão, com VALE3 (R$73.00 hoje) e CMIN3 enfrentando desafios se os cortes de produção chineses forem eficazes.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real