Petrobras: produção recorde reforça visão para 3T; mercado vê dividendo de US$ 3,6 bi

A Petrobras (PETR3; PETR4) entregou mais um trimestre de forte desempenho operacional, impulsionado pelo avanço da produção no pré-sal e pela elevada utilização de suas refinarias, reforçando a expectativa de resultados robustos e distribuição bilionária de dividendos no terceiro trimestre de 2026. A estatal informou produção total de óleo, gás natural e líquidos de gás natural de 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) entre julho e setembro, alta de 5% em relação ao trimestre anterior e de 12% na comparação anual, sendo recorde para a companhia. A produção de petróleo atingiu 2,83 milhões de barris por dia, também com crescimento de 5% na base trimestral e de 12% em um ano. O desempenho foi sustentado principalmente pelo ramp-up das plataformas P-78 e P-79, em Búzios, e pela plataforma Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, que atingiu seu pico de produção. A produção do pré-sal alcançou 2,45 milhões de barris por dia, um crescimento de 7% frente ao trimestre anterior e de 16% em relação ao mesmo período de 2025. Para analistas, os números reforçam a visão de que a Petrobras continua surpreendendo positivamente em produção. “O crescimento da produção continua acima do esperado e abre espaço para novas revisões para cima das estimativas do mercado”, destacaram os analistas do Bradesco BBI. O banco observa que a produção acumulada nos nove primeiros meses do ano já supera o ponto médio das projeções do próprio plano estratégico da companhia. Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta quinta Índices futuros dos EUA recuam em meio a novos balanços Apesar do forte desempenho operacional, o terceiro trimestre deve refletir o impacto da queda dos preços do petróleo. Segundo a XP Investimentos, o Brent teve preço médio de US$ 96,8 por barril entre julho e setembro, queda de 8% em relação ao trimestre anterior. Como consequência, a casa projeta EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de cerca de US$ 17,3 bilhões, abaixo dos US$ 19 bilhões registrados no segundo trimestre. O lucro líquido estimado é de US$ 7,6 bilhões. As projeções do mercado convergem para números semelhantes, com o Bradesco BBI calculando EBITDA entre US$ 17,5 bilhões e US$ 18 bilhões, enquanto o Morgan Stanley estima US$ 17,3 bilhões e o Goldman Sachs vê resultado ligeiramente menor, de US$ 16,6 bilhões. Parte da produção do trimestre, porém, ainda não deve aparecer integralmente nos resultados. Segundo a companhia, cerca de 140 mil barris por dia estavam em trânsito no encerramento de setembro e devem ser contabilizados apenas no quarto trimestre. Dividendos seguem no radar Mesmo com a expectativa de EBITDA menor, os analistas continuam vendo espaço para uma distribuição relevante aos acionistas. A XP projeta dividendos ordinários de US$ 3,6 bilhões, o equivalente a um dividend yield (dividendo sobre preço da ação) trimestral de 2,6%, enquanto o Bradesco BBI trabalha com aproximadamente US$ 3,5 bilhões. Já o Goldman Sachs estima cerca de US$ 3 bilhões em proventos ordinários. A geração de caixa deve ser beneficiada pelo recebimento de parte dos subsídios governamentais aos combustíveis acumulados nos trimestres anteriores, ainda que uma parcela relevante dos créditos permaneça pendente de compensação. Quarto trimestre pode ser ainda mais forte O tom dos relatórios continua construtivo para os próximos meses, com o Bradesco BBI vendo combinação entre maior produção e preços realizados mais favoráveis pode tornar o quarto trimestre ainda mais forte do que o terceiro. Além dos volumes em trânsito que serão reconhecidos no período seguinte, os analistas destacam a continuidade do ramp-up das plataformas recentemente inauguradas. O Goldman Sachs também mantém recomendação de compra para a ação, citando execução operacional consistente, potencial de dividendos de até 18% no próximo ano e crescimento da produção acima das expectativas do mercado. O banco tem preço-alvo de R$ 58,50 para PETR4 e R$ 62,60 para PETR3. Já o Morgan Stanley segue com recomendação overweight para os ADRs da companhia e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de crescimento dos ativos do pré-sal. O banco projeta preço-alvo de US$ 31 para os papéis negociados em Nova York. Assim, embora a queda do Brent deva limitar a comparação com o segundo trimestre nos resultados financeiros, a leitura predominante entre os analistas é que o trimestre confirmou a força operacional da Petrobras e reforçou as expectativas de uma geração robusta de caixa e dividendos nos próximos trimestres. The post Petrobras: produção recorde reforça visão para 3T; mercado vê dividendo de US$ 3,6 bi appeared first on InfoMoney.

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