CSN vende divisão de cimentos por R$ 12,7 bilhões

A CSN (CSNA3) divulgou, na manhã de 30 de outubro de 2026, a venda da sua unidade CSN Cimentos à empresa chinesa Huaxin, pelo valor de R$ 12,7 bilhões, com prazo de dez dias para a conclusão do acordo. No fechamento do segundo trimestre de 2026, a holding apresentava dívida total de R$ 42,1 bilhões e, anteriormente, havia alienado um ativo siderúrgico na Alemanha por € 500 milhões, equivalentes a R$ 3 bilhões. Analistas do BTG Pactual e da XP Investimentos avaliaram a operação como positiva para a alavancagem e o perfil de crédito da companhia. Apesar da notícia, as ações da CSN fecharam a sexta-feira com queda de 8,49% (R$ 3,88), sendo a segunda maior queda do Ibovespa, em linha com o desempenho negativo do terceiro trimestre de 2026 da Usiminas (USIM5). A XP estima que a venda pode reduzir a alavancagem ajustada de 5,15 vezes para cerca de 4,64 vezes, queda de 0,5 vez, e espera a recompra de US$ 200 milhões de bonds de 2030, reduzindo o cupom de 11,0% para 10,5% ao ano. A corretora também apontou valorização de cerca de US$ 5 (aprox. 9%) nos títulos após o anúncio. Comentários da XP e do Bradesco BBI ressaltam a necessidade de continuidade nos desinvestimentos e disciplina financeira para melhorar a geração de caixa, especialmente diante dos custos elevados de frete marítimo e da pressão nas margens da CSN Mineração.

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