O Bitcoin registrou uma valorização superior a 10%, ultrapassando a marca de US$71.000, enquanto o Ethereum disparou 18,8%, alcançando US$2.277,79. Este rali significativo é impulsionado por um ambiente macroeconômico de expectativas de juros decrescentes e enfraquecimento do dólar, que favorece ativos de risco. O aumento do fluxo de capital para ETFs spot de Bitcoin, como IBIT e FBTC, sinaliza uma demanda institucional robusta e valida a classe de ativos digitais. Para o investidor brasileiro, o cenário de risco-on global e a relativa estabilidade do BRL (USDBRL em 5.1800) podem indiretamente beneficiar ativos de tecnologia e maior beta. Um paralelo histórico é o rali de 2020-2021, quando o Bitcoin subiu mais de 300% em 6 meses, impulsionado por injeção massiva de liquidez e juros próximos de zero. Os próximos gatilhos a monitorar incluem a decisão do FOMC em 16 de setembro e a divulgação do payroll em 4 de setembro, que podem redefinir as expectativas de política monetária. No médio prazo, a contínua aprovação e fluxo de ETFs de Ethereum spot podem ser o próximo grande catalisador, sustentando a trajetória de alta dos principais criptoativos.
Nas próximas 2-4 semanas, se o fluxo para ETFs spot de Bitcoin e Ethereum (caso aprovado) se mantiver, o BTC (atualmente em US$71,722) pode testar a zona de US$75.000 a US$78.000, enquanto o ETH (atualmente em US$2,280) pode mirar US$2.500. Gatilhos de aceleração incluem a decisão do FOMC em 16 de setembro e dados de inflação, que podem influenciar as expectativas de política monetária.
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