O IPCA-15, prévia da inflação oficial brasileira, registrou deflação de 0,40% em agosto, superando as expectativas do mercado que projetavam uma queda de 0,30%, conforme pesquisa da Reuters, com a projeção para os próximos 12 meses em 4,34%. Uma deflação mais acentuada do que o esperado indica um desaquecimento da demanda ou uma normalização mais rápida dos preços, aliviando a pressão sobre o Banco Central para manter juros altos. Esta notícia tende a favorecer a renda variável brasileira, como o BOVA11, e ações de empresas endividadas e cíclicas, como MGLU3 e CYRE3, enquanto pressiona para baixo os rendimentos dos títulos públicos de longo prazo. Para o investidor local, a queda da inflação reforça a perspectiva de continuidade dos cortes da Selic, podendo realocar capital de renda fixa para fundos de ações ou FIIs de tijolo. Em 2017, após uma sequência de deflações no IPCA, o Copom realizou cortes agressivos na Selic, culminando em 6,5% ao ano, o que impulsionou o mercado de ações e imobiliário. O próximo evento a monitorar é a decisão de juros do Copom em 17 de setembro, que poderá sinalizar a extensão e velocidade dos próximos cortes da Selic com base em dados inflacionários como este. No médio prazo, se a inflação continuar surpreendendo para baixo e o crescimento econômico permanecer moderado, o cenário para ativos de risco no Brasil pode se fortalecer, atraindo capital estrangeiro.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que o mercado precifique a continuidade dos cortes da Selic, com o Ibovespa (BOVA11=$174,577 hoje) buscando resiliência e potenciais novos patamares acima de 175.000 pontos. O principal gatilho de aceleração será a sinalização do Copom em 17 de setembro sobre a magnitude e o ritmo dos futuros cortes.
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