A Fitch rebaixou o rating de crédito da Braskem (BRKM5) de 'CC' para 'C' na sexta-feira, 26, após a empresa obter uma tutela cautelar para suspender pagamentos a credores. A agência interpreta a tutela como um evento de default, demonstrando a incapacidade da Braskem de cumprir suas obrigações financeiras e elevando o prêmio de risco sobre sua dívida. Isso impacta negativamente as ações BRKM5, que já operam em baixa, e pode pressionar ETFs de crédito de alto rendimento como o HYG, além de títulos de dívida corporativa brasileira. Para o investidor brasileiro, a situação da Braskem aumenta a percepção de risco de crédito doméstico, podendo elevar os spreads de dívida para outras empresas alavancadas e afetar o EWZ indiretamente. Um paralelo pode ser traçado com a Oi (OIBR3) em 2016, que, após entrar em recuperação judicial, viu suas ações despencarem mais de 90% e credores enfrentarem perdas significativas. O próximo gatilho a monitorar é o desdobramento do processo de mediação com os credores e a eventual reestruturação da dívida da Braskem, sem data definida. No médio prazo, a recuperação da Braskem dependerá da resolução da dívida e da estabilização operacional, enquanto o mercado observará outras empresas com balanços tensionados.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que as ações BRKM5 continuem sob forte pressão de venda, podendo testar novos mínimos históricos enquanto as negociações com credores se desenrolam. O mercado de crédito brasileiro deve precificar um aumento do risco de default para outras empresas com balanços alavancados, com foco na conclusão da mediação da dívida.
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