Eleições: Avanço de direita no Congresso move mercados; Ibovespa dispara 11%

As eleições brasileiras de domingo (4) resultaram no avanço de forças de direita e extrema-direita no Senado e na Câmara dos Deputados, com o mercado local digerindo os resultados nesta segunda-feira (5). Um segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) já era esperado. A percepção de um Congresso mais alinhado a pautas econômicas de direita, ou pelo menos com maior poder de barganha para conter agendas consideradas menos fiscalmente responsáveis, tende a reduzir o prêmio de risco percebido. Isso pode atrair fluxo de capital estrangeiro e fortalecer o apetite por ativos locais. Eleições anteriores no Brasil, como a de 2018, mostraram que a percepção de um governo mais pro-mercado pode gerar rallies de dois dígitos em índices acionários. O próximo grande gatilho é o resultado do segundo turno das eleições, que ocorrerá em data a ser definida. O desfecho dependerá da capacidade do próximo presidente de formar uma base de apoio consistente no Congresso e da sinalização de uma agenda econômica clara e crível, especialmente em relação à política fiscal.

Análise

O desfecho dependerá do resultado do segundo turno das eleições, que definirá a composição do governo e a capacidade de articulação com o Congresso, e da clareza das propostas econômicas dos candidatos. A data do segundo turno ainda não foi definida pela notícia.

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