O mercado físico do boi gordo começou a semana com preços firmes, reflexo de oferta restrita de animais e de escalas de abate ainda concentradas em cinco a seis dias úteis nas principais regiões. Segundo Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, a alta é mais seletiva porque a dificuldade de ampliar programações impede uma mudança consistente de direção. Ele apontou que a forte desvalorização do real eleva a receita em moeda nacional das exportações, ampliando a capacidade de pagamento das indústrias habilitadas. Iglesias também mencionou expectativas de demanda chinesa para o último trimestre. No atacado, os preços da carne bovina permanecem acomodados, e a proximidade da virada do mês pode favorecer reposição entre atacado e varejo, embora a competitividade da carne de frango e dos cortes suínos limite reajustes mais expressivos. O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 8,41%, negociado a R$ 5,4098 para venda e R$ 5,4078 para compra, tendo oscilações entre R$ 5,3928 (mínima) e R$ 5,6048 (máxima) durante o dia.
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