Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, criticou Rafael Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), por não condenar a morte do engenheiro-chefe da usina nuclear de Zaporizhzhia (ZNPP), supostamente por Kiev, descrevendo as declarações de Grossi como vagas. Esta postura russa aumenta a percepção de risco geopolítico e a incerteza sobre a segurança da ZNPP, uma instalação nuclear crítica em zona de conflito, podendo elevar o prêmio de risco em ativos de energia e defesa. Consequentemente, empresas de defesa como RHM (Alemanha) e LMT (EUA) podem ver um impulso, enquanto a volatilidade em contratos de gás natural europeu (UNG) e petróleo (BNO) tende a aumentar. Para o investidor brasileiro, o cenário eleva a aversão global ao risco, potencialmente pressionando o BRL frente ao USD e causando fuga de capital de mercados emergentes, impactando o EWZ. A crise de 2014 na Ucrânia, com a anexação da Crimeia, elevou o VIX em cerca de 30% e impulsionou ações de defesa em aproximadamente 10% no trimestre subsequente. Próximas declarações da IAEA sobre a segurança da ZNPP ou qualquer escalada militar na região da usina servirão como gatilhos. No médio prazo, a persistência de tensões nucleares na ZNPP manterá um viés de alta para setores de defesa e energia, enquanto o risco de eventos de cauda permanece elevado.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve manter um viés de cautela, com ativos de defesa e energia (Brent $84.89, Gás Natural) buscando prêmios de risco de 3-5% se a retórica russa persistir e a IAEA não apresentar uma resposta mais contundente. Uma escalada militar na região da ZNPP seria um gatilho para movimentos mais acentuados, com o ouro ($3981.20) podendo testar $4100. O EWZ pode recuar 2-3% se o clima de aversão ao risco se intensificar.
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