O candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, cobrou uma ação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. A cobrança refere-se à decisão do ministro Flávio Dino, que determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), suspendendo uma decisão anterior do ministro André Mendonça. Este embate entre figuras políticas e judiciais de alto escalão amplifica a incerteza institucional e o prêmio de risco político no Brasil. Historicamente, períodos de intensa instabilidade política no Brasil, como o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, resultaram em forte depreciação do BRL e quedas significativas no Ibovespa, embora o contexto específico seja diferente. O próximo ponto de atenção será a reação do STF e a evolução da agenda de campanha dos candidatos, que podem influenciar a narrativa de estabilidade. No médio prazo, a persistência do atrito pode desencorajar investimentos e afetar projeções de crescimento econômico.
Em 1-4 semanas, a resolução ou escalada da disputa será o principal gatilho. Se o STF conseguir restaurar a ordem percebida, pode haver um alívio; caso contrário, a aversão a risco pode se intensificar, com os ativos brasileiros continuando a desvalorizar. A proximidade das eleições amplifica a sensibilidade a esses eventos.
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