Na madrugada desta terça-feira, o Congresso da Colômbia aprovou a distribuição dos recursos do orçamento de 634,9 trilhões de pesos, equivalentes a US$ 201,1 bilhões, para o ano de 2027. O orçamento prevê um déficit fiscal de 9,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e representa um aumento significativo em relação aos 555,8 trilhões de pesos previstos para o ano corrente. A alocação inclui 144 trilhões de pesos (US$ 45,62 bilhões) para o pagamento da dívida, 93 trilhões para educação, 81,6 trilhões para saúde e 74,9 trilhões para defesa. A aprovação ocorreu por 112 votos a favor e apenas um contra. O ministro da Fazenda, Miguel Gomez, expressou agradecimento, afirmando que o país conseguirá superar a "situação econômica muito complexa". Em meio a uma crise fiscal que afasta o país da recuperação do grau de investimento perdido em 2021, o orçamento de 2027 reduz os recursos destinados à Jurisdição Especial para a Paz (JEP), tribunal criado no âmbito do acordo de paz de 2016 com a antiga guerrilha das Farc. Também foram cortados os recursos de custeio da Unidade de Busca de Pessoas Desaparecidas (UBPD), responsável por localizar pelo menos 137 mil pessoas. As instituições e defensores dos direitos humanos alertam que esses cortes limitarão investigações, julgamentos e trabalhos de exumação. O governo do presidente Abelardo de la Espriella havia prometido reduzir os gastos deste ano e pretende apresentar uma "Lei de Resgate" ao Congresso para cortar despesas em 2027 e reduzir o déficit fiscal para 7,2% do PIB.
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