A curva de juros futuros brasileira e os Treasuries norte-americanos avançaram, com elevação de mais de 10 pontos-base nos vértices de médio prazo, após o presidente Trump anunciar o fim do cessar-fogo com o Irã. Este movimento geopolítico resultou na forte valorização do petróleo, impulsionando as expectativas de inflação global. Para o Brasil, a pressão de juros internacionais e o petróleo mais caro elevam o custo de capital e de insumos, o que pode impactar a decisão do Copom. Contudo, o mercado ainda precifica, com cautela, um corte na Selic em agosto, refletindo a complexidade do balanço entre fatores externos e internos. Historicamente, choques do petróleo, como os da década de 1970 ou a Guerra do Golfo em 1990-91, geraram períodos prolongados de inflação e elevação de juros. Os próximos dados de inflação e o desdobramento das tensões no Oriente Médio serão cruciais para o horizonte de curto prazo. No médio prazo, o cenário aponta para uma manutenção de juros mais altos por mais tempo, desafiando o crescimento econômico e a rentabilidade de setores alavancados.
Nas próximas 24-72 horas, espera-se que a volatilidade permaneça alta, com o preço do Brent ($79.27 hoje) podendo testar a resistência de $85-90 se as tensões persistirem. No médio prazo (1-4 semanas), o mercado monitorará atentamente os dados de inflação (CPI e IPCA) e qualquer declaração de membros do Fed ou Copom, que podem consolidar a perspectiva de juros mais altos. Para agosto, o corte da Selic, embora ainda precificado, torna-se menos provável se o petróleo continuar a subir e o DXY fortalecer, o que pode levar a um desmonte de posições em ativos de risco e uma rotação para setores defensivos.
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