Em entrevista ao Valdai International Discussion Club, a especialista Jennifer Kavanagh, senior fellow e diretora do Military Analysis Department do think tank Defense Priorities, afirmou que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas em 3 de novembro de 2026, não provocará piora nas relações com a Rússia nem a adoção de novas sanções nos próximos dois anos. Kavanagh destacou que a questão não figura entre as prioridades dos eleitores americanos e que o cenário atual beneficia possíveis avanços futuros. Ela também observou que o presidente Donald Trump tem mais dois anos de mandato para desenvolver a política externa com Moscou, sendo improvável a imposição de novas sanções ou aumento de financiamento à Ucrânia. Apesar de reconhecer a dificuldade de concluir um acordo de paz na Ucrânia, Kavanagh manteve a possibilidade de melhora nas relações. O 120º Congresso, formado a partir dos resultados, iniciará suas atividades em 3 de janeiro de 2027, com maiorias democratas tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado, embora atualmente ambas as casas estejam sob controle republicano.
A decisão do Congresso dos EUA em 2027, ao iniciar suas atividades em 3 de janeiro, determinará se há mudanças na política de sanções ou no apoio à Ucrânia. A análise das votações em comissões de defesa e de relações exteriores, bem como os comunicados oficiais do Departamento de Estado, definirão o desfecho das expectativas de estabilidade nas relações Rússia‑EUA.
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