Os preços do petróleo dispararam 4% nas negociações asiáticas, com o Brent Crude superando US$79 por barril, após ataques dos EUA ao Irã e retaliações iranianas. A escalada acentuou os temores de uma interrupção na oferta global de petróleo, especialmente com as alegações do Irã de que o crucial Estreito de Ormuz está novamente fechado ao tráfego. Essa tensão impulsiona o prêmio de risco sobre o petróleo, beneficiando diretamente empresas de exploração e produção como PETR4 e XOM, e elevando a demanda por ativos de defesa como LMT. Por outro lado, o aumento dos custos de combustível pressiona as margens de companhias aéreas como AZUL4 e impacta o setor de transporte marítimo global, exemplificado pela Maersk. Um paralelo histórico pode ser traçado com os ataques às instalações de Abqaiq-Khurais na Arábia Saudita em 2019, que resultaram em um salto de 14% no Brent. O próximo gatilho a monitorar é a evolução dos diálogos diplomáticos e a resposta militar das partes envolvidas. No médio prazo, a volatilidade deve persistir, com o Brent podendo se consolidar acima de US$80-85 caso a tensão se mantenha.
Nas próximas 24-72 horas, espera-se alta volatilidade nos preços do petróleo, com o Brent testando resistência acima de US$80. No médio prazo (1-4 semanas), se a tensão persistir, o Brent pode se consolidar na faixa de US$80-85. O principal gatilho de aceleração ou reversão será a confirmação da extensão do fechamento do Estreito de Ormuz e a natureza das próximas ações militares/diplomáticas das partes envolvidas.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real