A tensão comercial entre Estados Unidos e Canadá escalou após o presidente dos EUA, Donald Trump, impor tarifas sobre certas importações canadenses. Premiês provinciais do Canadá, junto com Mark Carney, criticaram as medidas, indicando uma postura retaliatória e aprofundamento do conflito. O mecanismo econômico principal envolve o aumento dos custos de importação para as indústrias dos EUA que dependem de insumos canadenses, como o setor automotivo, e a redução da competitividade de exportadores canadenses. Ativos como X e NUE, siderúrgicas dos EUA, tendem a se beneficiar, enquanto STLC.TO, GM e F enfrentam pressões significativas. O investidor brasileiro deve observar potenciais efeitos de desvio de comércio para produtores de aço como GGBR4 e USIM5. Um paralelo histórico relevante é a guerra comercial EUA-China de 2018-2019, que levou a uma reconfiguração global das cadeias de suprimentos e volatilidade em commodities. O próximo gatilho a monitorar são as declarações de ambos os governos sobre futuras negociações ou retaliações, com horizonte de médio prazo de 3-6 meses para estabilização das relações comerciais.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os ativos do setor siderúrgico e automotivo diretamente impactados apresentem volatilidade, com X e NUE podendo ver um upside de 3-5% e GM, F e STLC.TO uma queda de 4-7%. O principal gatilho de aceleração será qualquer anúncio sobre o progresso das negociações comerciais ou a imposição de novas medidas retaliatórias. No médio prazo (3-6 meses), a incerteza persistirá, a menos que um acordo abrangente seja alcançado, mantendo a pressão sobre as cadeias de suprimentos e os custos de produção.
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