Durante muito tempo, Vinícius, dono do Tibursiu's, restaurante no interior de São Paulo, acreditou que o caminho para vender mais era atrair novos clientes. Recorreu a agências e gestores de tráfego, mas os resultados não acompanhavam as promessas. Foi quando conheceu a Fidelizi, que propõe outro caminho: aumentar o valor gerado pelos clientes que o negócio já conquistou. A primeira surpresa veio com a análise da base. Embora muitos clientes voltassem ao restaurante, cada um comprava, em média, apenas 1,87 vez por ano. O número mostrou que ter clientes que voltam não significa ter clientes fiéis. A segunda surpresa estava na maquininha. A Fidelizi analisa o comportamento de compra a partir das transações de cartão, dados que o restaurante já produzia todos os dias, mas nunca havia usado. Com eles, foi possível saber quem comprava, com que frequência e quanto tempo levava para voltar. Entre os melhores clientes, o intervalo médio entre compras era de 14 dias. Uma das estratégias foi uma roleta virtual de brindes, com sobremesa, bebida grátis ou desconto no self-service, válidos para uma nova visita em até sete dias. O intervalo caiu de 14 para 4,5 dias. Na média geral, as compras por cliente saltaram de 1,87 para 6,67 em 11 meses: cada cliente passou a comprar cerca de 3,5 vezes mais. O negócio também cresceu: o Tibursiu's abriu duas novas unidades e, segundo o case, registrou mais de R$ 100 mil adicionais em faturamento em menos de um mês. O caso foi apresentado por Vitor Kosaka, fundador da Fidelizi, a mais de 500 empresários na Imersão Vendas Recorrentes, do Grupo Acelerador, em setembro, em Alphaville. "Muitos empresários sabem que seus clientes voltam, mas não sabem com que frequência cada um compra ou quanto ainda poderiam comprar. Quando você enxerga esse comportamento, novas possibilidades de venda aparecem", afirma Kosaka. A oportunidade estava escondida em dados que o restaurante já produzia todos os dias.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real