A Bulgária elegeu Iliana Iotova como sua primeira mulher presidente, segundo resultados oficiais divulgados nesta segunda-feira (2), dando um impulso político ao primeiro-ministro Rumen Radev, que apoiou sua candidatura ao cargo, em grande parte cerimonial. Iotova, de 61 anos, recebeu 57,6% dos votos no segundo turno realizado no domingo (1º), enquanto seu adversário, o ex-primeiro-ministro interino Andrey Gyurov, de 50 anos, obteve 39,5%. A eleição presidencial ocorre em meio a uma série de ataques com drones, no último mês, contra navios mercantes na costa búlgara do Mar Negro. Os ataques, que deixaram pelo menos 24 marinheiros mortos, provocaram condenação internacional e aumentaram as preocupações sobre o alcance crescente da guerra na Ucrânia. Tanto Iotova quanto Gyurov condenaram os ataques. Radev afirmou que o resultado dos bombardeios "beneficia a Federação Russa". Ex-integrante do Parlamento Europeu, Iotova assumiu a presidência interina da Bulgária em janeiro, depois que Radev renunciou ao cargo para disputar — e vencer — uma eleição parlamentar, com uma plataforma que muitos analistas políticos consideraram alinhada ao Kremlin. Tanto ele quanto Iotova defendem uma solução diplomática para a guerra da Rússia na Ucrânia. Gyurov, que ocupou o cargo de primeiro-ministro interino neste ano, recebeu o apoio de partidos reformistas e favoráveis ao Ocidente durante sua campanha presidencial e há muito manifesta apoio à Ucrânia. Durante seu período como premiê, ele assinou um acordo de cooperação em segurança com Kiev. Na Bulgária, o Parlamento concentra a maior parte dos poderes de decisão. Iliana Iotova durante entrevista após votar no segundo turno da eleição presidencial, em Sófia, na Bulgária Reuters/Spasiyana Sergieva/Foto de Arquivo
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