Petrobras eleva preço do querosene de aviação em 11,8%

A Petrobras (PETR4) reajustou em 11,8% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras, com efeito a partir de 1º de outubro. Essa elevação é uma resposta direta à disparada das cotações internacionais do petróleo e de seus derivados observada em setembro, repassando o custo maior da matéria-prima. O encarecimento do QAV pode elevar os custos de transporte aéreo no Brasil, impactando a inflação de serviços e o poder de compra do consumidor, com reflexos indiretos no mercado. A elevação dos custos do QAV pode levar as companhias aéreas a buscar eficiências ou repassar parcialmente o aumento aos passageiros, gerando pressão sobre as políticas de preços. Em meados de 2022, durante o pico de preços do petróleo, reajustes similares no QAV impactaram negativamente o setor aéreo, com companhias divulgando resultados pressionados pela alta do insumo. O que definirá o desfecho será a evolução futura das cotações do petróleo Brent, bem como os relatórios de resultados das companhias aéreas, que detalharão o impacto total da elevação do QAV. No médio prazo, a persistência de preços elevados do petróleo pode consolidar um cenário de margens apertadas para as aéreas e exigir estratégias de hedge de combustível mais robustas.

Análise

O que definirá o desfecho será a trajetória das cotações do petróleo Brent no mercado internacional, que pode ser acompanhada diariamente, e a divulgação dos resultados do quarto trimestre pelas companhias aéreas, esperados para o início de 2027, detalhando o impacto nas margens.

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