WHG projeta Selic a 10% com vitória da oposição e ajuste fiscal

A WHG Research prevê uma possível redução da taxa Selic para 10% em 2027, condicionada à vitória da oposição nas eleições presidenciais de outubro e à implementação de um ajuste fiscal de aproximadamente 1,5% do PIB pelo lado da despesa, conforme apontado por interlocutores da equipe de Flávio Bolsonaro. Esse ajuste fiscal reduziria a percepção de risco país e as expectativas de inflação, abrindo espaço para o Banco Central promover cortes significativos na taxa de juros. Para o investidor brasileiro, um Real mais forte (USDBRL em queda) e um Ibovespa em alta seriam os impactos mais notáveis, atraindo capital estrangeiro. Um paralelo histórico pode ser traçado com períodos pós-ajuste fiscal no Brasil, como o de 2016-2017, que precedeu um ciclo de corte de juros e recuperação econômica. O principal gatilho a monitorar são as eleições presidenciais de outubro e os detalhes do plano econômico dos candidatos. No horizonte de médio prazo, a concretização desse cenário pode levar a um ciclo de desinflação e crescimento econômico mais robusto.

Análise

Nas próximas 4-6 semanas, o mercado monitorará intensamente as pesquisas eleitorais e os detalhes das propostas de ajuste fiscal. Se a tese da WHG ganhar tração com a proximidade das eleições de outubro, ativos sensíveis a juros, como varejo e construção, podem registrar valorização de 5-10%, enquanto bancos e utilities podem sofrer pressão de 3-7%. Uma Selic em 10% impulsionaria o IBOV a testar novos patamares acima de 190.000 pontos em 2027.

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