Bradesco BBI: IPOs no Brasil só em 2027; M&A puxa infraestrutura

O Bradesco BBI afirmou que o mercado de capitais brasileiro está "praticamente fechado" para novas operações como IPOs, com a expectativa de retorno somente em 2027. A análise aponta para follow-ons e block trades como as únicas transações viáveis no curto prazo, e apenas em circunstâncias específicas. A incerteza em torno das eleições, do ajuste fiscal e do cenário geopolítico global eleva o prêmio de risco, desincentivando o apetite por novas emissões de capital primário. Essa dinâmica restringe significativamente a captação para empresas de crescimento, afetando potenciais IPOs e follow-ons de companhias em estágios iniciais. Historicamente, períodos pré-eleitorais no Brasil, como em 2018, mostraram desaceleração de IPOs com recuperação pós-definição política. A clareza sobre o ajuste fiscal pós-eleições e a estabilização geopolítica serão os gatilhos para uma eventual reabertura do mercado de IPOs. O horizonte de médio prazo aponta para um mercado de capitais com foco em valor e resiliência até 2027, favorecendo empresas estabelecidas e fusões/aquisições.

Análise

Nas próximas 12-18 semanas (até as eleições e a definição fiscal), o mercado de capitais brasileiro permanecerá restrito a follow-ons oportunísticos e operações de M&A em infraestrutura. A expectativa de retorno dos IPOs em 2027 depende crucialmente da estabilização macroeconômica e política, com qualquer sinal de melhora podendo antecipar fluxos de capital.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real