O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro poderá cortar benefícios sociais e deixar de conceder reajustes acima da inflação para os aposentados, acusando-o de mentir sobre propostas econômicas. Flávio Bolsonaro e sua equipe de campanha, por outro lado, negam categoricamente que haverá retrocessos sociais. O mecanismo econômico central é a incerteza sobre a direção da política fiscal e social do país, que afeta as expectativas de consumo e investimento. Historicamente, períodos de intensa polarização eleitoral e incerteza fiscal, como visto no Brasil em 2014-2016, tendem a gerar volatilidade e aversão a risco no mercado de capitais. O desfecho dependerá da clareza das propostas econômicas apresentadas pelos candidatos e da percepção de credibilidade junto ao eleitorado, com os próximos debates e pesquisas de intenção de voto servindo como gatilhos importantes.
As próximas pesquisas de intenção de voto e a divulgação mais detalhada das propostas econômicas dos candidatos deverão definir o desfecho da percepção de risco. A dinâmica da campanha eleitoral e a reação do público a cada proposta serão cruciais para o sentimento do mercado.
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