A Receita Federal dos EUA (IRS) e o Departamento do Tesouro estão investigando uma estratégia fiscal de ETFs de criptomoedas, avaliada em US$7 bilhões, sob a alegação de que gestores de fundos podem estar "esticando" as provisões fiscais para evitar ganhos tributáveis. A intensificação do escrutínio regulatório e a perspectiva de novas regras ou fiscalização podem diminuir a atratividade de ETFs de criptoativos que dependem de vantagens fiscais agressivas, impactando a demanda institucional e o fluxo de capital para o setor. Para o investidor brasileiro, o cenário eleva a percepção de risco regulatório global em criptoativos, podendo afetar o desempenho de ETFs de cripto listados na B3, como HASH11 e BITH11, e influenciar a paridade USDBRL devido ao risco global. Fundos de hedge e gestores de patrimônio que utilizam essas estruturas provavelmente reavaliarão suas posições, buscando alternativas mais transparentes ou reduzindo exposição a veículos de risco fiscal. Um paralelo pode ser traçado com a repressão do IRS a paraísos fiscais offshore e estratégias de elisão fiscal de grandes corporações na década de 2010, que resultou em multas substanciais e mudanças na conformidade tributária. O próximo gatilho a monitorar são os comunicados oficiais do IRS/Tesouro sobre novas diretrizes fiscais ou ações de fiscalização específicas nos próximos 3 a 6 meses. No médio prazo (6-12 meses), o mercado pode ver uma consolidação de ETFs mais robustos e conformes, enquanto os players que dependiam de estratégias agressivas enfrentarão desafios e potenciais saídas de capital, resultando em um mercado mais maduro, mas com menor alavancagem fiscal.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que o IRS e o Tesouro dos EUA emitam mais detalhes sobre a fiscalização ou novas diretrizes.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real