Uma análise recente da Seeking Alpha Dividends destaca que ativos reais, que englobam commodities, imóveis e infraestrutura, apresentam-se historicamente mais baratos em relação ao mercado de ações. Este cenário de valuation sugere que o custo de adquirir exposição a esses ativos tangíveis é relativamente menor do que o de ações, que podem estar precificando um crescimento futuro otimista. O mecanismo econômico por trás dessa disparidade pode estar ligado à forma como as taxas de juros e as expectativas inflacionárias impactam os múltiplos de valuation das ações em comparação com o fluxo de caixa ou o valor intrínseco dos ativos reais. Historicamente, períodos de inflação elevada, como os anos 1970, viram ativos reais superarem as ações, um paralelo que ressoa com a tese atual. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação do CPI global em 14/11, que pode influenciar as expectativas de inflação e, consequentemente, a atratividade relativa desses ativos. O desfecho dessa reavaliação dependerá fundamentalmente da persistência da inflação e da direção das políticas monetárias dos bancos centrais.
A trajetória da inflação e as próximas decisões de política monetária dos principais bancos centrais, como o FOMC em 04/11 e o COPOM em 05/11, serão cruciais para a reavaliação dos ativos reais. As divulgações de dados de inflação (CPI) global em 14/11 também servirão como importantes balizadores para a tese de valuation.
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