A proposta de soft fork BIP-110 do Bitcoin falhou em obter o apoio necessário dos mineradores no último fim de semana, resultando em uma cadeia minoritária que produziu apenas dois blocos antes de estagnar na altura 961,633. O BIP-110, que buscava restringir temporariamente dados arbitrários na rede, exigia 55% de sinalização dos mineradores para ser ativado, mas não atingiu esse limiar, evidenciando a dificuldade de consenso em mudanças protocolares. A falha do fork e a subsequente discussão sobre substituição de mineradores introduzem incerteza para o BTC e tokens associados à infraestrutura de mineração como MARA e RIOT. O investidor brasileiro exposto via HASH11 ou BITH11 pode observar uma pressão de venda ou lateralização no BTC, com a percepção de risco de governança. O evento lembra o debate sobre o SegWit em 2017, que também enfrentou resistência de mineradores, mas foi implementado com sucesso após um longo período de negociações e pressão da comunidade. O próximo gatilho será a resposta dos principais pools de mineração e desenvolvedores à proposta de alteração do PoW, sem data definida. No médio prazo (3-6 meses), a continuidade das discussões sobre PoW e governança pode gerar volatilidade, mas a resiliência histórica do Bitcoin sugere uma eventual estabilização se o consenso for alcançado.
Nas próximas 2-4 semanas, o BTC ($64,746 hoje) provavelmente enfrentará pressão de venda e lateralização, com potencial de cair para a faixa de $60,000 se o conflito de governança escalar. O principal gatilho será a comunicação dos pools de mineração e dos principais desenvolvedores em resposta à proposta de mudança de PoW, que pode acalmar ou intensificar o debate. A volatilidade pode persistir até que uma resolução clara seja sinalizada.
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