Gestora afirma que o volume de debêntures isentas de IR pode atingir quase R$ 1 trilhão em 10 anos. O mecanismo é a acumulação de recursos em títulos incentivados, que oferecem rendimentos isentos, atraindo investidores em busca de retorno real superior ao de renda fixa tributada. Quem é afetado são fundos de investimento que compram esses debêntures, investidores institucionais e a própria demanda por crédito corporativo. O efeito chega ao investidor brasileiro via maior oferta de fundos de renda fixa isenta, potencialmente reduzindo a atratividade de títulos tributados e influenciando a alocação de carteira. Em 2015 o volume de debêntures incentivadas ultrapassou R$ 300 bilhões, impulsionado por incentivos fiscais. O gatilho a ser acompanhado é a publicação de normas da Receita Federal sobre tributação de debêntures isentas nos próximos meses. O desfecho depende da manutenção da isenção fiscal e da capacidade dos emissores de gerar fluxo de caixa para honrar os títulos; mudanças na política tributária ou deterioração macroeconômica podem frear o crescimento.
O próximo passo é a publicação de eventuais alterações na legislação tributária sobre debêntures isentas, prevista para o segundo semestre de 2026.
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