Operação despiste de Flávio Bolsonaro envolve desinformação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) montaram uma "operação despiste" sobre a fuga do parlamentar para os Estados Unidos, espalhando informações falsas à imprensa brasileira e internacional. Em 28 de outubro de 2026, Flávio entrou na Argentina na noite de terça-feira, às 22h50, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, usando passaporte italiano, e de lá embarcou em um jatinho rumo a Guayaquil, no Equador, antes de viajar com destino a Miami. Ele chegou em solo americano às 10h24, horário de Brasília. Antes de entrar na Argentina, aliados de Flávio e Eduardo já haviam divulgado na noite de ontem que o senador estava em Miami. Interlocutores de Eduardo Bolsonaro afirmaram que o parlamentar estava "curtindo a família e o irmão" e que "estão lá, deixamos eles sozinhos. Merecem". A informação foi reforçada por membros da família e pela imprensa, incluindo Carlos Jordy, Carolina de Toni, Junio Amaral e Mauricio Marcon, todos do PL. Uma autoridade do governo americano confirmou a viagem do senador. Flávio foi derrotado na disputa pela Presidência em 27 de outubro de 2026 e não reconheceu a vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com temor de prisão, o senador fugiu para os Estados Unidos. Ele é alvo de investigação por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas em dois inquéritos conduzidos pela Polícia Federal (PF). Se perder o mandato em fevereiro de 2027, perderá o foro privilegiado. O advogado Frederick Wassef, que representa Flávio, afirmou não saber onde o parlamentar estava. Flávio decidiu sair do país depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a entrega de seus passaportes até 11h do dia anterior, e o proibiu de deixar o país. O parlamentar não entregou os documentos dentro do prazo, e a PF cancelou o passaporte comum. O caso está sob sigilo no STF e teria relação com inquérito sobre lavagem de dinheiro, aberto após a quebra do sigilo do celular do advogado e empresário Willer Tomaz. O senador também é investigado no inquérito que apura a origem e destinação de R$ 134 milhões negociados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme "Dark Horse", sobre a vida do ex‑presidente Jair Bolsonaro.

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