Ibovespa sobe com pesquisas eleitorais em foco; 5 coisas para saber antes de investir hoje (21)

O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta quarta-feira (21) em alta, estendendo os ganhos da véspera com eleições no centro das atenções. Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha avanço de 0,35%, aos 209.031,63 pontos. Já o dólar à vista operava estável ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,0196 (0,01%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,02%, aos 101.685 pontos. 5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (21) 1 – Flávio x Lula A disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue acirrada a quatro dias da eleição à Presidência em segundo turno. Divulgada mais cedo, a pesquisa Meio/Ideia mostra o senador com 48% e o presidente com 46% das intenções de votos totais. Cosiderando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, os dois candidatos estão em empate técnico. Este é o primeiro levantamento do instituto desde a ida dos eleitores às urnas para o primeiro turno. Veja como está a corrida eleitoral no Agregador de Pesquisas do Money Times O mercado ainda aguarda a Quaest, que deve ser divulgada ainda nesta manhã. 2 – Plano Brasil Soberano O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, editou a medida provisória (MP) 1.397 com mais R$ 6,494 bilhões em crédito extraordinário para o pagamento bancar os encargos dos financiamentos a exportadores e seus fornecedores beneficiados pelo Plano Brasil Soberano, programa de apoio às empresas afetadas pelo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Já a MP 1.398 abre crédito extraordinário de R$ 300 milhões para cobrir despesas do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional com ações de proteção e defesa civil. 3 – Aperto fiscal em 2027 A agência Fitch Ratings, de classificação de risco de crédito, espera uma política fiscal mais rígida no Brasil no próximo ano, independentemente de quem vencer a disputa presidencial, ressaltando que o aperto das contas públicas e o juro elevado pesarão sobre a atividade econômica. Em relatório, a Fitch justificou a expectativa de um aperto nas contas públicas citando o fato de o déficit orçamentário do país já estar acima de 8% do PIB e de a relação dívida/PIB superar 80%. A agência espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresça 1,9% este ano e 1,4% em 2027, e estima que a Selic, atualmente em 13,75%, chegue ao final do próximo ano em 11,75%. 4 – Prévia da inflação do aluguel O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 1,59% na segunda prévia de outubro, acelerando em relação à alta de 1,47% da mesma leitura de setembro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado desta leitura foi sustentado pela alta do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) que passou de 1,95% em setembro para 2,12% em outubro, na mesma base de comparação. Por outro lado, a segunda prévia do mês também registrou arrefecimento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) de 0,47% para 0,38%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) passou de 0,27% na leitura de setembro para 0,34% em outubro. 5 – Petróleo próximo a US$ 110 Nesta manhã, os preços do petróleo opera instáveis com escalada das tensões no Oriente Médio. Ontem (20), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que minas navais impediram três petroleiros de atravessar o Estreito de Ormuz por rotas consideradas não autorizadas por Teerã. “Dois petroleiros que violavam as normas foram incendiados e detidos devido à explosão de minas plantadas pelos corajosos marinheiros da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) num ponto de travessia ilegal na parte sul do Estreito de Ormuz”, afirmou a IRGC num comunicado publicado no seu site oficial Sepah News. Nas contas do Goldman Sachs, os prêmios de risco de guerra associados à travessia do Estreito de Ormuz representaram cerca de US$ 7 do aumento anual de US$ 20 nas taxas médias de frete de petróleo bruto, enquanto as transferências de navio para navio fora do Golfo Pérsico contribuíram com outros US$ 4. Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para dezembro caía 0,63%, a US$ 108,18 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para novembro tinha recuo de 0,49%, a US$ 97,36 o barril, no mesmo horário. Por dentro dos mercados Receba gratuitamente as newsletters do Money Times OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários. *Com informações de Reuters

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