Instituições financeiras globais como Morgan Stanley, Fidelity e HSBC expressaram otimismo com o Brasil, mantendo posições em ativos locais, apesar do pessimismo de parte do mercado. Essa aposta se fundamenta na expectativa de queda das taxas de juros no país, o que valorizaria títulos de renda fixa já emitidos e atrairia capital para dívida soberana e corporativa. O fluxo de capital estrangeiro para a renda fixa brasileira pode impulsionar o valor de ETFs como o EWZ (com exposição à dívida) e impactar positivamente títulos públicos e CRIs/CRAs via FIIs. Para o investidor local, a queda dos juros implica valorização de carteiras de renda fixa (especialmente prefixados e indexados à inflação) e uma potencial valorização do BRL frente ao USD, atualmente em USDBRL=$5.1853. Historicamente, em ciclos de queda de juros no Brasil, como entre 2016-2017 (Selic de 14.25% para 7.0%), houve valorização expressiva de NTN-Bs e fluxo estrangeiro relevante para a renda fixa. O próximo gatilho a monitorar é a decisão do Copom sobre a Selic e a divulgação do próximo IPCA, que podem confirmar a trajetória de desinflação e permitir cortes mais acentuados. No médio prazo (6-12 meses), a manutenção dessa tese pode levar a uma Selic significativamente menor, atraindo mais capital para a dívida e, subsequentemente, para a Bolsa, à medida que o custo de capital diminui e o crescimento se acelera.
Nas próximas 4-8 semanas, se o Copom mant…
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