O Ibovespa registrou alta de 0,64%, fechando em 172.787,62 pontos nesta quarta-feira (1º), impulsionado pela divulgação de um relatório de payroll dos Estados Unidos mais fraco do que o previsto para junho. Este dado mitigou as expectativas de aperto monetário do Federal Reserve, gerando um aumento no apetite a risco dos investidores globais. Consequentemente, houve uma entrada de capital estrangeiro no mercado de ações brasileiro, valorizando o real e derrubando o dólar para R$ 5,20. O mecanismo econômico reside na relação inversa entre a força do mercado de trabalho e a probabilidade de cortes ou manutenção de juros pelo Fed, influenciando diretamente a liquidez e o custo de capital. Este movimento beneficiou ativos de risco em mercados emergentes, como ações brasileiras, e pressionou o dólar para baixo. Historicamente, períodos de desaceleração do payroll nos EUA, como em 2019, precederam fases de maior fluxo para emergentes, com o Ibovespa subindo ~15% nos 6 meses seguintes. O próximo gatilho relevante será a ata da próxima reunião do FOMC e a divulgação do CPI de julho. No médio prazo, a persistência de dados econômicos mais fracos nos EUA poderia cimentar a visão de flexibilização monetária, sustentando o rally em ações de mercados emergentes.
Nas próximas 2-4 semanas, o Ibovespa (atualmente em 172.787 pontos) deve testar a resistência de 175.000 pontos, enquanto o USDBRL (R$5,20) pode cair para R$5,15, impulsionado por expectativas de corte de juros do Fed. O principal gatilho de curto prazo será a divulgação do CPI de julho, em meados do mês. Se a inflação desacelerar, o movimento de risk-on se intensificará, beneficiando equities e pressionando o dólar ainda mais.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real