Ibovespa volta a cair, Petrobras (PETR4) perde 2,48% e C&A (CEAB3) dispara 9%

Ibovespa volta a cair, Petrobras (PETR4) perde 2,48% e C&A (CEAB3) dispara 9% A recuperação do Ibovespa durou apenas um pregão. Depois de interromper uma sequência de seis quedas consecutivas, a Bolsa brasileira voltou ao vermelho nesta quinta-feira (5), com recuo de 0,82%, aos 166.191,45 pontos, uma perda de 1.372,02 pontos. A pressão veio de Wall Street, enquanto as indefinições sobre a política fiscal brasileira e a decisão do Banco Central de manter os juros em 13,75% ao ano continuaram no radar dos investidores. O mercado aguardava sinalizações mais concretas do governo sobre a trajetória das contas públicas, mas a reunião do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e economistas terminou sem anúncios de medidas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, novas definições deverão ocorrer após a viagem internacional do presidente, prevista para a próxima semana. A ausência de novidades manteve as preocupações fiscais no centro das negociações, em um momento em que o Banco Central também demonstrou maior cautela. Na quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) interrompeu uma sequência de cinco cortes e manteve a Selic em 13,75% ao ano, destacando a aceleração da inflação e de seus núcleos. A Black Friday da Suno já começou! É a oportunidade de desbloquear mais de R$ 300 mil em bônus e ter acesso a um plano de investimentos para os próximos três anos. Confira as condições da campanha. O cenário econômico também trouxe sinais de desaceleração. A produção industrial brasileira recuou 0,8% em setembro, resultado que reforçou as preocupações com a perda de ritmo da atividade no encerramento do terceiro trimestre. Para Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, a piora do ambiente externo foi decisiva para a mudança de direção dos ativos brasileiros. O dólar chegou a cair pela manhã, mas inverteu o sinal conforme a aversão ao risco ganhou força em Nova York, levando investidores a reduzir posições em moedas emergentes. Segundo o analista, a pressão internacional começou nas empresas de semicondutores e se espalhou pelo setor de tecnologia, em meio às preocupações com possíveis mudanças regulatórias sobre data centers e com o ritmo dos investimentos em inteligência artificial. Maiores altas e baixas A temporada de balanços do terceiro trimestre movimentou as ações brasileiras e produziu resultados bastante diferentes entre as empresas. A C&A (CEAB3) disparou 9,25%, após apresentar números acima das expectativas do mercado. Smart Fit (SMFT3) também se destacou, com valorização de 5,48%, beneficiada por resultados superiores às projeções dos analistas. A Axia Energia (AXIA3) avançou 0,23%, após reverter o prejuízo registrado no mesmo período do ano passado. Já Porto Seguro (PSSA3) caiu 2,63%, apesar de divulgar lucro acima do esperado. Entre as empresas de maior peso no índice, Vale (VALE3) subiu 0,51%, acompanhando a valorização do minério de ferro na China. Petrobras (PETR4), por outro lado, recuou 2,48%, mesmo com a alta do petróleo internacional. Os bancos terminaram sem direção única. Bradesco (BBDC4) caiu 2,06%, enquanto Itaú (ITUB4) avançou 0,65% e Santander (SANB11) ganhou 0,50%. Banco do Brasil (BBAS3) encerrou praticamente estável e B3 (B3SA3) subiu 0,42%. A Embraer (EMBJ3), que vinha de uma sequência de recuperação, perdeu 4,96%, em um movimento de realização de lucros. Cotação do dólar hoje O dólar comercial fechou a quinta-feira em alta de 0,67%, a R$ 5,489, depois de começar o pregão em queda. A mudança de direção acompanhou a deterioração do humor internacional, com investidores buscando proteção diante das fortes perdas nas bolsas americanas. No Brasil, as indefinições sobre a política fiscal e a manutenção da Selic em 13,75% também permaneceram no radar. Os juros futuros encerraram a sessão mistos, com predominância de quedas. Fechamento das bolsas americanas Wall Street devolveu parte dos ganhos registrados na quarta-feira, quando os investidores reagiram positivamente aos resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Nesta quinta-feira, o movimento foi de forte aversão ao risco, especialmente nas empresas ligadas à inteligência artificial. A pressão começou nas fabricantes de semicondutores e se espalhou pelo mercado, com o Nasdaq liderando as perdas. Segundo Luca Girardi, da Nomad, parte dos investidores teme que a vitória democrata no Congresso abra espaço para regras mais rígidas sobre data centers. O movimento também reflete preocupações anteriores com o retorno financeiro dos elevados investimentos em inteligência artificial, apesar do crescimento dos resultados de diversas companhias do setor. Na sexta-feira (6), a atenção dos investidores estará voltada ao relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, e à taxa de desemprego americana. Os indicadores poderão influenciar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve. No Brasil, a repercussão do comunicado do Copom e a expectativa por medidas fiscais concretas devem continuar orientando as negociações. A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quarta-feira (4), foi de 167.563,47 pontos, com alta de 1,23%.

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