O petróleo Brent (ICE) tem negociado consistentemente acima de US$100 o barril, mesmo com quedas no início das sessões que são recuperadas ao final. Este comportamento reflete a precificação de um prêmio de risco geopolítico devido à incerteza prolongada no Oriente Médio, que restringe a percepção de oferta. O cenário de petróleo caro pode pressionar a inflação global e, no Brasil, impactar o câmbio USDBRL e as expectativas para a Selic, via custo de importação e repasses. A notícia menciona que um membro da Agência Internacional de Energia (AIE) planeja liberar suas reservas restantes de petróleo, o que sugere um esforço para aumentar a oferta disponível. Em 2022, liberações coordenadas da AIE, somando mais de 200 milhões de barris, foram associadas a uma estabilização ou queda temporária dos preços do petróleo. O próximo gatilho para monitorar é a comunicação oficial da AIE sobre a liberação dessas reservas, incluindo o volume e o cronograma. O desfecho da pressão sobre os preços dependerá da magnitude da liberação das reservas versus a escalada ou desescalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A decisão de um membro da AIE sobre a liberação de suas reservas restantes de petróleo é o principal fator a monitorar, especialmente o volume e o cronograma do anúncio, que ainda não foram divulgados.
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