O período entre 5 e 22 de outubro foi marcado por desempenho positivo entre as ações do Ibovespa, mas com maior força de setores ligados ao consumo doméstico, educação, varejo e construção civil. Enquanto alguns papéis registraram ganhos superiores a 30% em pouco mais de duas semanas, empresas ligadas a commodities, mineração e siderurgia apareceram entre as maiores quedas do intervalo, mostra estudo da Quantum, encomendado pelo InfoMoney. Leia também Ibovespa fecha última sessão antes da eleição com alta; dólar cai a R$ 5,00 Índices nos EUA terminam em queda e semana fecha mista As ações da Magazine Luiza (MGLU3) lideraram os ganhos do Ibovespa entre 5 e 22 de outubro, com valorização de 67,94%. O movimento colocou o papel com ampla vantagem na liderança do ranking e reforçou o forte apetite dos investidores por empresas mais sensíveis ao cenário doméstico. Na sequência apareceram MRV (MRVE3), com alta de 46,18%, e Smart Fit (SMFT3), que avançou 39,59%. Os números evidenciam o bom desempenho de companhias ligadas ao consumo, à atividade econômica local e à perspectiva de melhora das condições financeiras. O setor de varejo foi um dos destaques do período. Além de Magazine Luiza, ações como C&A (CEAB3), que saltou 32,82%, Lojas Renner (LREN3), com ganho de 22,53%, e Allos (ALOS3), que avançou 14,22%, figuraram entre as maiores altas do principal índice da Bolsa brasileira. O segmento também contou com o forte desempenho da Azzas 2154 (AZZA3), que acumulou valorização de 28,61% no intervalo, enquanto a Vivara (VIVA3) subiu 8,36%. O movimento refletiu uma busca dos investidores por empresas voltadas ao mercado doméstico. Entre as empresas de educação, o destaque ficou para Yduqs (YDUQ3), com alta de 24,28%, e Cogna (COGN3), que avançou 23,87%. Os papéis estiveram entre os dez melhores desempenhos do Ibovespa no período analisado. A construção civil também apresentou resultados expressivos, como setor correlacionado a juros. Além da alta de 46,18% da MRV, Cyrela (CYRE3) avançou 22,54%, Cury (CURY3) subiu 13,69% e Direcional (DIRR3) registrou valorização de 7,71%. Os números reforçam o interesse dos investidores pelo setor imobiliário. No segmento de infraestrutura e logística, a Vamos (VAMO3) teve ganho de 32,49%, um dos maiores do índice. Localiza (RENT3) avançou 24,40%, enquanto Motiva (MOTV3) registrou valorização de 14,52% e Rumo (RAIL3) acumulou alta de 9,89%. Os bancos também mostraram desempenho positivo, embora mais moderado. BTG Pactual (BPAC11) avançou 20,36%, Bradesco ON (BBDC3) subiu 8,28%, Bradesco PN (BBDC4) ganhou 6,93% e Itaú Unibanco (ITUB4) registrou valorização de 7,07%. Banco do Brasil (BBAS3), por sua vez, ficou praticamente estável, com alta de 0,84%, após subir 11% na primeira sessão após as eleições. Entre as empresas do setor elétrico, os ganhos foram generalizados. Energisa (ENGI11) avançou 19,55%, Equatorial (EQTL3) subiu 14,94%, Eneva (ENEV3) ganhou 11,46% e Auren (AURE3) registrou valorização de 7,31%. O desempenho confirma o caráter defensivo do segmento. As petroleiras também tiveram comportamento positivo no período. PRIO (PRIO3) acumulou alta de 15,27%, Petrobras ON (PETR3) avançou 14,32%, Petrobras PN (PETR4) subiu 13,02% e Brava Energia (BRAV3) registrou ganho de 11,64%. Na área de saúde, os destaques foram Fleury (FLRY3), com valorização de 18,38%, Hapvida (HAPV3), que subiu 10,64%, e Rede D’Or (RDOR3), com avanço de 10,57%. O setor apresentou ganhos consistentes e acima da média do mercado. As empresas ligadas a shopping centers também tiveram desempenho positivo. Iguatemi (IGTI11) avançou 10,77% e Multiplan (MULT3) subiu 11,40%, reforçando a leitura favorável para ativos expostos à renda e ao consumo das famílias. Papéis no negativo Na ponta negativa do ranking, os papéis de mineração e siderurgia concentraram as maiores perdas. Usiminas (USIM5) caiu 15,37%, Vale (VALE3) recuou 14,72% e CSN (CSNA3) perdeu 12,48% no período. O movimento contrastou fortemente com a valorização observada em companhias voltadas ao mercado interno. Também encerraram o intervalo no campo negativo ações como WEG (WEGE3), com queda de 14,48%, Embraer (EMBR3), que recuou 10,89%, Bradespar (BRAP4), com baixa de 9,49%, Suzano (SUZB3), que caiu 3,09%, e Vibra (VBBR3), com desvalorização de 3,01%. De forma geral, o período entre 5 e 22 de outubro mostrou uma rotação clara dos investidores em direção a empresas domésticas, especialmente nos setores de varejo, educação, construção civil e serviços. Em contrapartida, companhias ligadas a commodities e exportação ficaram entre os principais destaques negativos. Confira os retornos em diversos períodos em 2026: TickerEmpresa01/01/26 a 05/10/2601/10/26 a 05/10/2605/10/26 a 22/10/2601/10/26 a 22/10/2602/01/26 a 22/10/26ALOS3Allos26,46%12,11%14,22%18,18%33,31%ABEV3Ambev19,93%7,42%6,69%10,03%22,84%ASAI3Assaí80,69%18,76%20,99%23,42%87,79%AURE3Auren30,92%19,35%7,31%13,90%24,94%AXIA3Axia Energia21,28%10,89%3,83%6,74%16,74%AZZA3Azzas 2154-11,88%27,56%28,61%44,59%-0,12%B3SA3B377,96%27,04%22,37%26,77%77,57%BBSE3BB Seguridade27,94%4,62%7,12%10,59%35,25%BBDC3Bradesco ON30,28%19,49%8,28%12,47%22,63%BBDC4Bradesco PN25,78%18,11%6,93%11,20%18,42%BRAP4Bradespar6,48%4,75%-9,49%-7,12%-5,58%BBAS3Banco do Brasil23,10%14,13%0,84%3,68%11,83%BRAV3Brava Energia14,11%5,41%11,64%16,45%26,06%BPAC11BTG Pactual56,09%26,19%20,36%23,96%53,33%CXSE3Caixa Seguridade31,44%3,72%4,36%7,14%35,77%CEAB3C&A-3,37%22,93%32,82%36,39%7,21%CMIG4Cemig13,36%7,35%2,19%4,48%10,34%COGN3Cogna-14,45%15,95%23,87%29,74%-4,28%CSMG3Copasa41,69%8,38%11,93%11,81%46,17%CPLE3Copel42,91%7,81%5,24%9,25%44,82%CSAN3Cosan-4,14%28,79%21,84%26,77%-5,64%CPFE3CPFL Energia1,38%9,95%2,91%8,75%0,26%CMIN3CSN Mineração-3,39%0,60%-0,60%-1,40%-5,30%CURY3Cury-2,06%8,29%13,69%15,28%4,27%CYRE3Cyrela33,10%21,93%22,54%26,20%37,75%DIRR3Direcional-19,62%12,27%7,71%11,97%-19,83%EMBJ3Embraer8,33%-2,37%-10,89%-10,03%-0,16%ENGI11Energisa34,75%18,65%19,55%24,47%41,35%ENEV3Eneva49,95%8,58%11,46%14,82%58,57%EGIE3Engie Brasil4,32%7,40%1,27%5,53%2,51%EQTL3Equatorial23,79%17,24%14,94%18,50%25,12%FLRY3Fleury65,43%6,54%18,38%22,07%89,55%GGBR4Gerdau29,44%6,26%-2,38%4,99%27,88%GOAU4Metalúrgica Gerdau34,12%7,68%-1,87%5,39%31,27%HAPV3Hapvida-40,53%31,33%10,64%29,39%-41,41%HYPE3Hypera19,61%10,09%5,25%8,17%17,52%IGTI11Iguatemi22,47%13,84%10,77%16,72%25,56%ISAE4ISA Energia9,87%6,20%1,21%3,41%6,98%ITSA4Itaúsa43,58%12,05%4,29%4,79%34,28%ITUB4Itaú Unibanco28,87%11,79%7,07%8,45%25,01%KLBN11Klabin-1,60%1,93%-2,47%0,28%-3,20%RENT3Localiza19,43%23,60%24,40%27,41%23,11%LREN3Lojas Renner6,21%16,98%22,53%24,22%12,78%MGLU3Magazine Luiza6,70%26,68%67,94%71,31%44,30%POMO4Marcopolo-18,24%11,96%9,70%13,64%-17,02%MBRF3Marfrig-10,96%6,02%7,77%9,06%-8,41%BEEF3Minerva-26,68%6,35%9,28%7,61%-25,81%MOTV3Motiva34,61%15,40%14,52%19,58%39,49%MRVE3MRV-19,51%14,63%46,18%50,46%5,65%MULT3Multiplan36,60%15,12%11,40%16,84%38,64%NATU3Natura6,04%17,04%1,48%12,00%1,48%PETR3Petrobras ON95,95%12,12%14,32%20,16%110,00%PETR4Petrobras PN90,99%12,70%13,02%17,73%99,51%PSSA3Porto Seguro11,96%8,99%4,51%9,33%12,31%PRIO3PRIO54,88%5,34%15,27%19,26%75,35%RADL3Raia Drogasil-8,23%15,90%4,66%11,10%-12,03%RDOR3Rede D’Or9,24%14,21%10,57%14,99%9,99%RAIL3Rumo29,08%16,14%9,89%13,87%26,56%SBSP3Sabesp18,91%14,84%12,65%15,93%20,05%SANB11Santander Brasil-10,32%0,28%0,21%-2,09%-12,44%CSNA3CSN-28,08%11,44%-12,48%-6,41%-39,60%SMFT3Smart Fit-9,29%19,08%39,59%40,15%6,76%SUZB3Suzano-18,44%-5,07%-3,09%-2,76%-16,45%TAEE11Taesa11,22%4,97%4,78%7,39%13,78%VIVT3Telefônica Brasil2,55%6,78%10,09%11,30%6,89%TEND3Tenda21,36%8,29%2,38%6,59%19,45%TIMS3TIM-7,42%5,13%5,12%6,38%-6,31%TOTS3Totvs-11,13%10,14%23,76%30,87%5,59%UGPA3Ultrapar92,38%3,72%1,32%3,90%92,73%USIM5Usiminas25,38%6,42%-15,37%-9,70%6,39%VALE3Vale2,01%2,13%-14,72%-12,04%-12,15%VAMO3Vamos78,76%33,72%32,49%46,05%95,24%VBBR3Vibra55,48%3,20%-3,01%-0,43%50,00%VIVA3Vivara-17,45%16,27%8,36%14,79%-18,50%WEGE3WEG6,34%3,62%-14,48%-11,04%-8,70%YDUQ3Yduqs2,38%11,85%24,28%23,61%13,15% The post Quais ações mais subiram e mais caíram entre o 1º e o 2º turno? appeared first on InfoMoney.
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