A expectativa predominante do mercado para a reunião do Copom, que se inicia nesta terça-feira, 3, e termina na quarta-feira, 4, é de que a taxa básica de juros, a Selic, permaneça em 13,75%. Esta projeção representa uma mudança significativa, pois contratos de opções na B3 indicam que 68,86% dos investidores apostam na manutenção da taxa, em contraste com os 76% que esperavam um corte de 0,25 ponto percentual antes do resultado eleitoral. Atualmente, a parcela que prevê um corte caiu para 28%. O Itaú BBA projeta a manutenção da Selic em 13,75%, justificando a decisão pela piora do cenário econômico global e doméstico, que inclui o aperto das condições financeiras em economias desenvolvidas e a alta dos preços do petróleo. O banco também aponta para maiores pressões inflacionárias no Brasil, com expectativas de inflação desancoradas e índices de núcleo acima da meta, reforçando a necessidade de cautela. Em contrapartida, o Banco Inter mantém sua projeção de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando-a para 13,50%, seguido de uma pausa no ciclo. O Inter avalia que essa taxa ainda seria restritiva o suficiente para conter choques inflacionários esperados para o início de 2027. O banco cita a alta do câmbio para R$ 5,40, a retirada parcial dos subsídios da gasolina, o fim da escala 6x1 e a implementação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em 2027 como fatores de pressão inflacionária.
A decisão do Copom, a ser anunciada na quarta-feira, 4 de novembro, definirá a trajetória da Selic e fornecerá clareza sobre a postura do Banco Central frente às pressões inflacionárias e ao cenário econômico. A comunicação do Copom será crucial para sinalizar a perspectiva para os próximos encontros, especialmente sobre a possibilidade de retomar os cortes ou manter a estabilidade por um período mais longo.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real