Os preços médios do etanol hidratado apresentaram queda em 22 Estados brasileiros e estabilidade em Roraima na semana passada, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas. Essa redução nos preços do combustível impacta diretamente a rentabilidade de grandes produtoras e distribuidoras como RAIZ4 e SMTO3, que enfrentam pressão sobre suas margens. Em contrapartida, a diminuição dos custos de combustível beneficia empresas de logística, como RUMO3, ao reduzir suas despesas operacionais. Adicionalmente, o menor custo do etanol pode aumentar o poder de compra dos consumidores, impulsionando o setor de varejo discricionário, exemplificado por empresas como MGLU3 e LREN3. Historicamente, movimentos de queda nos preços de combustíveis, como a redução do petróleo em 2014-2016, resultaram em ganhos para setores de transporte e varejo, enquanto as empresas de energia sofreram. Para as próximas semanas, a atenção se volta para a paridade do etanol com a gasolina e a demanda sazonal, que podem atuar como gatilhos para reversões de tendência. No médio prazo, o cenário depende da política de preços da Petrobras e da safra de cana-de-açúcar.
Nas próximas 4 a 6 semanas, a volatilidade nos preços do etanol deve persistir, impulsionada pela paridade com a gasolina e a dinâmica da safra. Se a paridade favorecer o etanol, RAIZ4 e SMTO3 podem ver uma leve recuperação de 2-3%. O principal gatilho de aceleração seria uma mudança na política de preços da Petrobras ou eventos climáticos que afetem a safra de cana. No médio prazo, a tendência dependerá da demanda por biocombustíveis e da política energética do país.
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