A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) publicou um novo relatório que triplica sua projeção de capacidade global de geração de energia nuclear, esperando que alcance três vezes os níveis atuais até 2060. Uma porção substancial desse aumento é atribuída à proliferação de pequenos reatores modulares (SMRs) que estão finalmente se conectando às redes elétricas globais após anos de atrasos. Este cenário implica um aumento na demanda por urânio e serviços de engenharia nuclear, direcionando investimentos para empresas do setor. Para o investidor brasileiro, embora o impacto direto seja limitado, pode haver oportunidades em empresas de infraestrutura e engenharia que busquem atuação global ou na cadeia de suprimentos nuclear. Governos e empresas de energia deverão intensificar investimentos em SMRs, visando segurança energética e metas de descarbonização. Historicamente, a crise do petróleo de 1973 levou a um crescimento substancial na construção de usinas nucleares. O próximo gatilho a monitorar são os anúncios de novos projetos ou financiamentos governamentais para SMRs e a evolução das regulamentações de segurança. No médio prazo (5-10 anos), a execução e escalabilidade dos projetos de SMRs serão cruciais para a materialização das projeções da IAEA, com implicações significativas para a matriz energética global.
Nas próximas 12-24 semanas, espera-se que a valorização de mineradoras de urânio como UEC e NXE continue, com potencial para avanços de 10-15% impulsionados por anúncios concretos de novos projetos de SMRs e o progresso nas licenças regulatórias. O setor de engenharia e infraestrutura (PWR) deve se beneficiar de novas encomendas de estudos de viabilidade e projetos iniciais para essas novas instalações nucleares.
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