O Bitcoin (BTC) registra uma continuação de sua tendência de baixa, impulsionado pela crescente relevância dos rendimentos dos títulos soberanos no mercado financeiro global. A elevação dos juros da renda fixa, especialmente nos títulos do Tesouro dos EUA, aumenta o custo de oportunidade de se manter ativos de risco como o Bitcoin, tornando investimentos mais seguros relativamente mais atraentes. Para o investidor brasileiro, o cenário de aversão ao risco global e um dólar mais forte (DXY em 101.26) pode gerar volatilidade no USDBRL e em ativos domésticos. Historicamente, em 2021, o 'Taper Tantrum' do Federal Reserve, que sinalizou o aumento de juros e rendimentos de títulos, resultou em uma correção superior a 30% no preço do Bitcoin em dois meses. Os próximos dados de inflação (CPI) e as decisões de política monetária serão cruciais para a direção dos rendimentos e do mercado de cripto. No médio prazo, a persistência de juros elevados pode manter o Bitcoin sob pressão, mas uma reversão no ciclo de aperto monetário pode desencadear uma recuperação.
Nas próximas 2-4 semanas, o Bitcoin pode testar a zona de suporte de $78,000-$80,000 se os rendimentos dos títulos de 10 anos dos EUA continuarem acima de 5.0%. Uma quebra abaixo de $78,000 poderia indicar uma queda para $70,000. O principal gatilho de curto prazo será a divulgação do payroll dos EUA em 2 de outubro e os dados de CPI subsequentes, que podem influenciar a direção dos rendimentos dos títulos.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real