A Suzano (SUZB3) divulgou, em 5 de novembro de 2026, a maior receita líquida trimestral da sua história, de R$ 16,5 bilhões, um crescimento de 36 % em relação ao terceiro trimestre de 2025. O resultado positivo do trimestre foi de R$ 2,1 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado atingiu R$ 5,7 bilhões, alta de 9 % anual, e a geração de caixa operacional somou R$ 3,8 bilhões, avanço de 12 %. O destaque foi a incorporação dos resultados da Arbex, joint venture criada em julho de 2026 entre a Suzano e a Kimberly‑Clark, na qual a Suzano detém 51 % das ações. Apesar da participação limitada, a Suzano consolida integralmente 100 % das receitas, despesas e demais indicadores da Arbex, conforme regras contábeis. A nova unidade de Bens de Consumo registrou receita líquida de R$ 5 bilhões, dos quais R$ 4,2 bilhões vieram do mercado internacional, com EBITDA ajustado de R$ 803 milhões e geração de caixa operacional de R$ 609 milhões. A empresa agora reporta três unidades de negócio: Celulose, Bens de Consumo e Papel e Embalagens. O presidente Beto Abreu afirmou que a mudança amplia a atuação geográfica e o portfólio da companhia. Entre julho e setembro, a Suzano vendeu 3,2 milhões de toneladas de celulose, 374 mil toneladas na divisão Papel e Embalagens e 299 mil toneladas na unidade de Bens de Consumo.
A consolidação dos resultados da Arbex permanece em vigor até a próxima divulgação trimestral, em 2027-02-05, quando será avaliado se o aumento de receita e EBITDA se mantém. A análise de balanço e a evolução dos volumes de celulose e bens de consumo serão indicadores-chave.
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