O governador Eli Remolona do Banco Central das Filipinas (BSP) declarou que a instituição está pronta para apertar ainda mais a política monetária, visando guiar a inflação de volta à meta, apesar da surpresa desaceleração econômica do último trimestre. A manutenção da postura hawkish, mesmo com dados de PIB fracos, sinaliza que o controle inflacionário é a prioridade máxima do BSP, o que pode levar a um custo de capital mais alto e menor liquidez no mercado doméstico. Esta incerteza pode impactar negativamente o PSEI (índice de ações filipino) e, ao mesmo tempo, oferecer um suporte para a moeda local, o peso filipino, atraindo capital de renda fixa. Indiretamente, a política monetária filipina não tem impacto direto no BRL, IBOV ou Selic, mas reforça a narrativa global de bancos centrais priorizando o controle da inflação. Historicamente, em 2018, o Banco Central da Indonésia elevou a taxa em 175 bps em meio a pressões inflacionárias, o que resultou em uma desaceleração do PIB no ano seguinte, mas controlou a inflação. Os próximos dados de inflação e PIB trimestral das Filipinas serão gatilhos cruciais para determinar a direção da política monetária do BSP. No médio prazo, o cenário aponta para uma política monetária restritiva, mantendo a pressão sobre o crescimento econômico até que a inflação mostre sinais consistentes de convergência à meta.
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