Em evento no Bangu Atlético Clube, na zona oeste do Rio, na tarde desta sexta-feira (23), o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e o ex-prefeito da cidade Eduardo Paes (PSD) concentraram seus discursos em obras, programas sociais e investimentos do governo federal. A ideia dos políticos é tentar ampliar a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na região, onde o petista teve seu pior desempenho no primeiro turno. Diante de lideranças comunitárias, comerciantes e parlamentares, ambos defenderam que apoiadores aproveitem as últimas horas da campanha para convencer eleitores indecisos e ampliar a participação nas urnas no pleito de domingo (25). A estratégia mira uma região considerada principal reduto anti-PT no Rio. O mapa eleitoral da capital fluminense mudou pouco em relação a 2022. Lula concentrou seus melhores resultados na Zona Sul e no Centro, enquanto a Zona Norte ficou dividida entre os dois principais candidatos à Presidência. Já a Zona Oeste foi amplamente dominada por Flávio Bolsonaro (PL). Na região, Lula venceu apenas na 179ª Zona Eleitoral, que reúne comunidades como Rio das Pedras, Cidade de Deus e Gardênia Azul. Alckmin afirmou que a disputa entrou na reta final em cenário de equilíbrio e pediu mobilização dos apoiadores. "Há quinze dias, estávamos quatro pontos atrás. Há uma semana, dois. Agora, a disputa está empatada e a curva é de crescimento. Precisamos conversar com as pessoas para que elas votem e mostrar os resultados do governo, especialmente nas áreas de saúde, emprego e renda. Cada voto pode fazer a diferença", disse. O vice-presidente também criticou a atuação de Flávio Bolsonaro no debate da Band, no último domingo (18). Disse esperar um confronto mais respeitoso no encontro desta sexta-feira (23), na TV Globo, e cobrou que o candidato do PL responda às perguntas formuladas pelos jornalistas e pelo adversário, sem fugir dos temas. Alckmin afirmou ainda considerar importante a checagem das declarações feitas durante o debate para evitar a disseminação de desinformação. Em outro momento, defendeu a democracia e criticou a concentração de renda. "Não podemos ter governo para meia dúzia de bilionários e poderosos. Junto da nossa população, vamos fortalecer a democracia." Alckmin também afirmou esperar que o canal Exército do Lula, que reúne mais de 9 milhões de apoiadores, não seja alvo de decisão judicial de suspensão pelo TSE durante a reta final da campanha. "As redes sociais são importantes para as pessoas se manifestarem", defendeu. Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio que perdeu a disputa pelo governo estadual para Douglas Ruas (PL), destacou que, embora Lula tenha obtido baixa votação na zona oeste fluminense, foi nela que o governo federal mais apoiou projetos da prefeitura. "É justamente na zona oeste, onde o presidente Lula teve sua votação mais baixa, que consegui os maiores investimentos do governo federal para transformar a vida das pessoas. O Super Centro de Saúde em Campo Grande, os novos ônibus do BRT, obras de drenagem e mobilidade só aconteceram porque o governo Lula liberou os recursos." Paes afirmou que a campanha entrou em uma fase decisiva após pesquisas apontarem empate técnico. "A eleição está em aberto. Cada liderança que está aqui pode conquistar dezenas ou centenas de votos nas próximas 36 horas. É hora de falar da vida real, mostrar quem financiou as obras, os investimentos em saúde e transporte e convencer quem ainda está em dúvida." O prefeito argumentou que, para parte do eleitorado da zona oeste, temas ligados ao cotidiano, como transporte, saúde e infraestrutura, tendem a pesar mais na decisão de voto do que debates ideológicos. Segundo ele, esse será o foco da mobilização da campanha até a votação de domingo.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real